Os impactos das mudanças climáticas na logística: como se preparar para os desafios 

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As mudanças climáticas estão causando impactos significativos na logística, um setor que depende de condições climáticas favoráveis para o transporte, armazenagem e distribuição de mercadorias. 

Os principais impactos das mudanças climáticas na logística são: 

  • Aumento dos eventos climáticos extremos: tempestades, inundações, secas e outros eventos climáticos extremos podem causar danos às infraestruturas logísticas, atrasar as entregas e aumentar os custos. 
  • Alterações nas condições climáticas: mudanças nas temperaturas, precipitações e ventos podem afetar a eficiência dos transportes, armazenamento e distribuição de cargas. 
  • Aumento do nível do mar: o aumento do nível do mar, devido ao degelo em regiões polares, pode inundar portos e outras instalações logísticas, interrompendo o fluxo de mercadorias. 

Impactos específicos: 

Na história recente do comércio exterior, já observamos eventos climáticos que foram responsáveis por complicar algumas transações.  

Em 2021, por exemplo, uma tempestade de areia no Oriente Médio causou o fechamento do Aeroporto Internacional de Dubai por seis horas. Isso causou atrasos e cancelamentos de voos, afetando o transporte de mercadorias e passageiros. 

Ainda em 2021, as piores enchentes em um século na Alemanha causaram danos a estradas e ferrovias, o que interrompeu o fluxo de mercadorias. As empresas tiveram que encontrar alternativas para transportar suas cargas, acarretando aumento nos custos de transporte.  

E meses atrás, as secas na Califórnia causaram escassez de água, o que afetou a produção agrícola e o transporte de mercadorias. As empresas tiveram que pagar mais caro pelo transporte dos produtos, pois o transporte rodoviário é mais custoso do que o transporte ferroviário ou marítimo. 

De acordo com o Relatório sobre Clima e Desenvolvimento do País (CCDR) do grupo Mundial, os eventos climáticos extremos causaram perdas de US$ 2,6 bilhões ou 0,1% do PIB de 2022, apenas no comércio brasileiro ao ano.  

Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a paralisação em portos devido à chuva ou condição climática desfavorável, subiu de 6.608 horas, em 2018, para 13.843 horas, em 2022, em sete portos públicos. Situação que tende a piorar.  

Alternativas para cargas que precisam ficar paradas no porto ou desviar rota: 

Em situações de emergência, como em casos de tempestades ou inundações, as cargas ficam paradas no porto ou desviam a rota. Para minimizar os impactos dessas situações, as empresas podem adotar algumas alternativas: 

  • Contratar um seguro de carga, ele pode ajudar a cobrir os custos de danos ou perdas de mercadorias; 
  • Avaliar mudanças de rota no transporte Internacional, com alteração do porto de destino; 
  • Negociar contratos de armazenagem específicos, avaliando a possibilidade de desova do container, permanecendo material em zona alfandegada até a possibilidade de nacionalização e entrega da mercadoria no destino final; 
  • Avaliar mudança de Modal de transporte pode ser uma opção, utilizando o modal aéreo para cargas que se tornam críticas devido a atrasos. 

Importância de ter um agente de carga experiente: 

Em situações de mudanças climáticas, é importante contar com um agente de cargas experiente para gerenciar os processos logísticos. Esse profissional pode ajudar a identificar e mitigar os riscos, a encontrar alternativas para as cargas que precisam ficar paradas ou desviar rota e a garantir que as mercadorias cheguem ao destino final em segurança. 

Para isso, a equipe da Pibernat Logística está preparada para atender às normas mais atualizadas e apontar as medidas mais eficazes que garantem economia às operações. 

A empresa, que tem mais de 35 anos de mercado e atuação marcante na fronteira do Brasil, oferece uma gama de serviços, desde os mais operacionais aos mais burocráticos, e atende à demanda de empresas que precisam movimentar seus negócios.  

Entre em contato com o time da Pibernat, que pode ajudar o seu negócio a mitigar os impactos nas operações atingidas pelos eventos climáticos.  

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