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Deputados europeus defendem acordo entre União Europeia e Mercosul

Um acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) pode sair até o final do ano. Antes, é preciso superar barreiras no comércio de carne, etanol e outros produtos agrícolas. Parlamentares europeus e brasileiros discutiram o tema na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) nesta terça-feira (31).

Em visita à comissão, 14 parlamentares europeus conversaram com senadores e deputados brasileiros sobre o acordo comercial entre os dois blocos. As negociações para a criação de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul começaram em 1999. E estão numa fase decisiva. Na semana que vem ocorre mais uma rodada de negociações. Os parlamentares brasileiros e europeus foram unânimes em defender a importância estratégica do acordo.

- Sou um entusiasta do acordo com o Mercosul. Faço votos que os obstáculos que ainda possam surgir sejam removidos naturalmente para o bem dos dois blocos - disse o presidente da delegação europeia para relações com o Brasil, deputado Fernando Ruas.

O presidente da delegação para as relações com o Mercosul, deputado Francisco Assis, afirmou que ainda é preciso vencer a resistência de alguns países europeus, principalmente com relação a produtos agrícolas, mas disse que acredita em um consenso.

- De fato, há estados membros muito empenhados na concretização desse acordo e há outros com mais reserva, justamente por terem setores agrícolas criando algumas dificuldades. Mas estou convencido que no final todos os obstáculos serão removidos e que nós acabaremos por concretizar um acordo que é do melhor interesse para UE e para o Mercosul - afirmou.

O senador Jorge Viana (PT-AC) explicou que o acordo é muito importante do ponto de vista econômico e estratégico.

- A conversa com os parlamentares certamente ajuda no fechamento desse acordo que todo nós temos a expectativa que possa ser definido nos próximos meses - explicou.

Os parlamentares europeus defenderam que o acordo não seja apenas comercial, mas inclua outras áreas, como cultura e meio ambiente. Alguns parlamentares se mostraram preocupados com a proteção aos direitos humanos, cláusula que será incluída pela primeira vez em um acordo assinado pelo Mercosul.

Fonte:Agência Senado - SF