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Banco Central busca informações para ampliar SML

Uma das alternativas para pagamento das operações de comércio exterior terá sua divulgação ampliada pelo Banco Central do Brasil. Trata-se do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), ou seja, o sistema informatizado no qual remetentes e destinatários, nos países que o integram, fazem e recebem pagamentos referentes a transações comerciais, outros benefícios ou simples remessas em suas respectivas moedas.

Apesar de permitir a eliminação da contratação de operação de câmbio para venda de divisas, eliminando o risco cambial e reduzindo a burocracia e os custos, o SML ainda é pouco utilizado.

Na avaliação do BCB, um dos fatores da baixa participação do sistema como meio de pagamento é o seu desconhecimento por parte dos operadores de comércio exterior. Porém, antes de investir na divulgação o banco entende ser necessário coletar informações com o mercado para saber como anda o nível de informação e de interesse do público-alvo sobre o SML.

Para tanto, foi elaborado um questionário online, com perguntas objetivas sobre a atividade da empresa e seu conhecimento sobre o SML. De forma segura e com total sigilo, o participante poderá informar sobre o uso da ferramenta para pagamentos internacionais, contribuindo para futuras ações do banco.

De acordo com a área responsável pelo gerenciamento do SML, a pesquisa permitirá que o BCB amplie sua visão sobre o uso do sistema.

No momento, existem três convênios SML firmados pelo BCB: o primeiro com o Banco Central da República da Argentina (BCRA), outro com o Banco Central do Uruguai (BCU) e o terceiro com o Banco Central do Paraguai (BCP), ainda em fase de regulamentação.

O SML com a Argentina é permitido para operações com bens e serviços e despesas associados a eles. No caso do Uruguai, houve uma ampliação, incluindo serviços associados ou não ao comércio de bens e transferências de pequenos valores.

No caso do SML com o Paraguai, há um acordo assinado, mas ainda não está operacional. A previsão é que até o final deste ano seja liberado o uso. Segundo o BCB, a fase de consultas com o país atraiu a manifestação de muitas empresas, o que leva a crer que terá um número maior de adesão.

Além da questão da divulgação, outros fatores afetam a decisão de uso do SML, como os financiamentos e as garantias. Por essas razões, o BCB considera que o SML teve, até o momento, mais sucesso nas operações entre empresas que já realizam trocas comerciais regularmente. Entretanto, o banco pretende aprimorar os meios de pagamentos em reais a fim de conseguir a adesão de maior número de operadores.

A pesquisa sobre o SML ficará aberta para as empresas até o final de agosto. Para participar, a empresa pode acessar por meio do link disponível no site da Aduaneiras, apoiadora da pesquisa do Banco Central.

Fonte:Aduaneiras