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Brasil quer mais participação no mercado de moda da Colômbia

Grupo de 50 empresários, liderados pela CNI e pela Apex-Brasil, está na Colombiamoda, na principal semana de moda do país, para expandir atuação da indústria têxtil brasileira na Colômbia

A indústria têxtil brasileira quer expandir os negócios no promissor mercado de moda colombiano. Nesta semana, uma comitiva de 50 empresários, representantes de 39 marcas brasileiras, está em Medellín para participar da Colombiamoda, o maior evento do ramo no país. A delegação é liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Os empresários querem maior participação no mercado têxtil colombiano, que movimenta quase US$ 7 bilhões ao ano e tem um crescimento anual estimado em 5,2% até 2020 - dez vezes maior do que a expectativa de expansão do mercado brasileiro. Roupas e tecidos brasileiros podem ser vendidos à Colômbia com desgravação tarifária de até 100%. Mesmo assim, o Brasil aparece apenas na 41º posição entre os fornecedores dos bens ao país vizinho, que importa principalmente da China, que responde por 52% da importação de roupas na Colômbia. Na América Latina, Peru, Honduras e México são os principais exportadores para o mercado colombiano.

"A Colômbia cresce em ritmo estável e é um mercado cada vez mais estratégico para o Brasil. Precisamos aproveitar as vantagens e oportunidades de negócios proporcionadas pelo acordo comercial entre Brasil e Colômbia que podem oferecer melhores condições de competitividade à indústria brasileira", afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

COLOMBIAMODA - A Colombiamoda é a principal mostra de produtos e equipamentos para confecções na Colômbia. A feira é realizada anualmente em Medellín e está dividida nos setores de moda: infantil, casa, formal casual, bijuteria, jeans, calçados e artigos em couro, íntima, praia e esportiva (fitness). No ano passado, a feira recebeu quase 61 mil pessoas e 14 mil compradores estrangeiros.

É a primeira vez que a CNI e a Apex-Brasil organizam uma missão comercial ao evento, que vem se consolidando como uma das principais porta de entrada ao mercado colombiano. A delegação brasileira tem empresas de nove estados - Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

Por Ariadne Sakkis
Da Agência CNI de Notícias