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Transporte de produtos químicos exige cuidados

Novos processos, como os isoconteiners e logística reversa são boas soluções

Em meio a tantas dificuldades impostas por uma infraestrutura precária, como o caso das rodovias brasileiras que, de acordo com a CNT (Confederação Nacional dos Transportes) contam apenas com 200 mil dos 1,8 milhão de quilômetros pavimentados, o Grupo Sabará otimizou seus processos para manter a eficiência na logística.

A companhia é no desenvolvimento de tecnologias, soluções e matérias-primas para as indústrias de nutrição, saúde, beleza e bioenergia. Desenvolvendo diversas ações para garantir a segurança no transporte de seus produtos, já que a maior parte deles é de químicos, o diretor de Supply Chain do Grupo Sabará, André Sabará, explica que a companhia investiu muito para garantir que a carga chegue ao destino de forma segura e emitindo a menor quantidade possível de poluentes. “A logística tem um papel estratégico na atuação do Grupo Sabará, uma vez que a distribuição de produtos por um país de dimensões continentais é uma das nossas principais atividades”, disse.

De acordo com ele, as empresas que trabalham com produtos perigosos precisam estar dentro da legislação. “Estamos acima da média do padrão do mercado. Trabalhamos com algumas certificações, como o caso do Prodir, que é uma certificação voltada para a distribuição responsável. É padronizado no Brasil, são boas práticas que garantem o transporte desses produtos perigosos”.

Ainda segundo o executivo, a companhia possui um pronto atendimento no país inteiro para caso de acidentes. “Qualquer acidente que envolva cloro, mesmo que não seja de nosso transporte, também fazemos parte da brigada dos bombeiros para socorrer. Somos especialistas em regaste e manipulação desses produtos”.

Quando o assunto é sustentabilidade, o relatório elaborado pela companhia referente ao triênio de 2013, 2014 e 2015, apresentado neste mês, reporta que, anualmente a companhia transporta mais de 18,3 mil toneladas de produtos químicos, em rotas médias de 2,5 mil quilômetros por vias rodoviárias, além de 3,2 mil toneladas vindas de 16 países diferentes. A empresa que trabalha com distribuição para todo o Brasil, com grande maioria no Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste encontra alguns entraves principalmente na região Norte. De acordo com Sabará, por conta das peculiaridades, o transporte é realizado, principalmente, pelos rios. “Por se tratar de produtos perigosos temos um custo a mais nisso. É preciso investir em parceiros que realizem o transporte de forma segura”, salienta.

Nos últimos três anos, a empresa investiu em diversas iniciativas para reduzir a sua pegada de carbono: diminuição do volume de viagens necessárias; utilização de equipamentos rodoviários de maior porte, o que permite o aprimoramento das viagens nas estradas; consolidação de cargas secas e uso de transportadoras com hubs logísticos; diminuição do uso de transporte aéreo; otimização do transporte marítimo nas importações; e início de operações de cabotagem para transportes de químicos, que, desde 2015, movimenta cerca de mil toneladas por ano.

Lembrando da cabotagem, que oferece diversos benefícios sustentáveis, além do menor custo, o executivo destaca sua importância e benefícios. “O principal benefício é a otimização da logística em função da redução de custo, o gasto é menor porque quanto mais embalagens conseguir colocar no navio, menor vai ser o custo de transporte. O navio também tem a pegada de carbono menor”.

Em outra ação que contribuiu para a redução de poluentes, a Sabará Químicos, uma das Unidades de Negócios do Grupo Sabará, passou a comprar, em 2014, importantes insumos vindos do próprio estado em que atua, Pernambuco, e não mais de São Paulo. “Nós reduzimos uma rota de quase 3 mil quilômetros para 16 quilômetros e conseguimos cortar emissão de poluentes, custos, impactos nos veículos, além de não registrar nenhum acidente de trânsito entre 2013 e 2015”, declara André.

Ao buscar alternativas para o transporte dos produtos com base em cloro, o Grupo Sabará optou por desenvolver uma versão para o isocontainer, considerado um dos mais seguros para o transporte da substância em todo o mundo. Um container que consegue transportar líquido ou gás, no caso da companhia, explica Sabará, ele é utilizado para o transporte de gás. Entre o principal benefício ele destaca o fato de poder ser usado em todos os modais – hidrovia, ferrovia, na rodovia e cabotagem. “Além de ser mais barato é versátil”, salienta, acrescentando que o Grupo é o pioneiro no uso do isocontainer no Brasil. “Estamos sempre trabalhando para melhorar, sempre investindo na segurança e na questão da sustentabilidade”.

De acordo com ele a escolha de investir nesse formato levou a empresa a ir atrás de referências e normas em uma associação norte-americana. “São empresas envolvidas na produção e distribuição seguras do produto, seguindo todos os requisitos de limites de peso, pressão, material, testes de resistência e entre outros itens”, completou.

Outra preocupação do Grupo é com a ampliação da segurança no transporte do isocontainer também em estradas irregulares, melhorando o sistema de isolamento térmico e as adaptações para as condições da legislação brasileira. “A dedicação da equipe e o cuidado minucioso com o projeto permitiram que a empresa pudesse contar com o transporte intermodal do seu produto, atendendo a requisitos de novos parceiros globais”, acrescenta o executivo.

Além de implantar os isocontainers, a área de logística se dedicou a modificar o formato das gaiolas dos caminhões e o sistema de trabalho. “Atualmente, os cilindros são organizados por ordem de descarga, e o veículo conta com uma plataforma hidráulica na parte traseira que facilita a movimentação na doca do cliente. Com o projeto, o tempo de entrega, que chegava a quatro horas, passou para 30 minutos”, finaliza André.

Fonte: Guia Marítimo

 

 

 

 

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