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Brasil apoia a ratificação e implementação do Acordo de Facilitação de Comércio na OMC

Xangai – Em discurso durante a terceira sessão da reunião de ministros do Comércio do G20, em Xangai, na China, sobre promoção do crescimento do comércio mundial e cooperação em políticas de investimento, o ministro Marcos Pereira afirmou que o Brasil apoia a ratificação e implementação do Acordo de Facilitação de Comércio no âmbito da OMC.

Pela primeira vez, em quatro anos, o Brasil foi representado por um ministro de Estado neste encontro.

“O Brasil entende que o comércio e o investimento são dois lados da mesma moeda. Portanto, além de apoiar a ratificação e implementação do Acordo de Facilitação de Comércio no âmbito da OMC, somos da opinião de que a formulação de políticas de investimento deve estabelecer regras transparentes e previsíveis, proporcionando um ambiente de negócios adequado e a devida proteção igualmente a investidores nacionais e internacionais”, disse.

O ministro lembrou que o governo brasileiro negociou com vários países um Acordo de Cooperação e Facilitação de investimentos (ACFI), que combina a promoção de um ambiente atraente para os investidores com a preservação do espaço para políticas públicas, incluindo cláusulas de proteção equilibradas.

“O Acordo contém ferramentas relevantes para mitigar os riscos de investimento e para evitar conflitos entre as partes, com base no diálogo e na concertação bilateral, antes de procedimentos de arbitragem”, explicou.

Segundo Marcos Pereira, o ACFI foi elaborado com contribuições de importantes organizações internacionais, além de consultas ao setor privado brasileiro. “É um instrumento dinâmico, baseado em esforços bilaterais contínuos para desenvolver agendas de facilitação do investimento (…) O modelo brasileiro traz uma nova perspectiva sobre acordos de investimento, concentrando-se em uma agenda positiva e de longo prazo com uma abordagem de negócios pragmática”.

“Acreditamos que a troca de experiências sobre as iniciativas políticas de investimento é um exercício positivo. A este respeito, o Brasil está aberto a partilhar a sua experiência e colaborar com as discussões sobre as normas da política de investimento, sem perder de vista as circunstâncias nacionais e respeitando as particularidades dos países”, concluiu.

Fonte: MDIC